Omar reage a David e diz que não emprega traficante
O senador e pré-candidato ao governo do Amazonas, Omar Aziz (PSD), reagiu publicamente nesta sexta-feira (27) às declarações do prefeito de Manaus, David Almeida, e refutou relação com a operação Erga Omnes.
Durante evento realizado na Livraria Valer, Centro, Omar disse à imprensa que está habituado a ataques, mas fez questão de se distanciar do que classificou como acusações sem fundamento. Em tom bélico, declarou que nunca protegeu criminosos e provocou David: “Não coloco traficante em meu gabinete”.
Na fala, o senador também disse que pretende acionar a Justiça diante das acusações que considera mentirosas e ofensivas. Omar também contestou a narrativa de perseguição política ao lembrar que, até pouco tempo atrás, David Almeida o tratava como “aliado” e manifestava apoio à sua candidatura.
“Ele (David) prevaricou quando disse que sabia de uma operação e não denunciou. Prevarica quando paga em dinheiro em espécie a uma empresa que não existe”, disparou o senador.
Entenda
Na última segunda-feira (23), ao anunciar sua pré-candidatura ao governo do Amazonas, o prefeito David Almeida acusou Omar Aziz de ter usado informação sigilosa da Operação Erga Omnes para forçá-lo a desistir se candidatar. A ação prendeu a ex-chefe de gabinete de David.
Segundo o prefeito, ele teria tomado conhecimento da investigação em 24 de outubro de 2025, durante um encontro na casa do senador, quando, conforme seu relato, detalhes da ofensiva policial lhe teriam sido apresentados antes da deflagração do caso.
Memória
A Polícia Civil do Amazonas deflagrou uma operação contra um esquema de tráfico de drogas ligado à facção criminosa Comando Vermelho e incluiu, entre os alvos, a advogada Anabela Cardoso Freitas, ex-chefe de Gabinete de David Almeida.
Segundo as investigações, ela é suspeita de integrar um grupo que utilizava empresas de fachada para adquirir drogas da Colômbia e introduzi-las na capital amazonense, em um esquema que teria movimentado cerca de R$ 70 milhões desde 2018.
De acordo com a Polícia Civil, a organização contaria com um chamado “núcleo político”, formado por pessoas com acesso aos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário. Entre os investigados também há um servidor do Tribunal de Justiça do Amazonas e ex-assessores parlamentares.

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