Alexandre de Moraes nomeia delegado que indiciou Bolsonaro como assessor de gabinete
A nomeação do delegado da Polícia Federal Fábio Shor para o gabinete do ministro Alexandre de Moraes, no Supremo Tribunal Federal (STF), mostra o grau de confiança do magistrado em um dos nomes centrais de investigações de maior impacto político e institucional dos últimos anos. Ao mesmo tempo, levanta a questão: em meio à crise do Banco Master e as suspeitas que pairam sobre Moraes, qual será mesmo a função do delegado da PF no gabinete do ministro?
Responsável pelo inquérito da “trama golpista” de 2022, pelo indiciamento do ex-presidente Jair Bolsonaro e por apurações como a das fake news e das milícias digitais, Shor passa a ocupar cargo em comissão de assessor de ministro, “nível CJ-3”, um dos mais altos da estrutura do gabinete.
A função coloca o delegado em posição de assessoria direta a Moraes, logo abaixo da chefia de gabinete. A nomeação foi assinada pelo presidente do STF, ministro Edson Fachin, e publicada no Diário Oficial da União desta terça-feira (10).
A mudança ocorre em meio a um momento de pressão sobre Moraes, após a revelação de mensagens trocadas com Daniel Vorcaro no contexto da investigação sobre o Banco Master.
Nesse cenário, a escolha de Fábio Shor reforça a estratégia do ministro de se cercar de quadros de confiança em meio ao avanço de apurações que seguem produzindo repercussões.
Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

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