Em pouco mais de um mês, Planalto pagou R$ 1,5 bilhão em emendas parlamentares até a primeira semana de fevereiro, volume jamais visto neste ponto do calendário orçamentário
A velocidade incomum com que o Planalto colocou dinheiro na rua em 2026 chamou a atenção do Congresso. Em pouco mais de um mês, o governo Lula (PT) pagou R$ 1,5 bilhão em emendas parlamentares até a primeira semana de fevereiro, volume jamais visto neste ponto do calendário orçamentário. É o maior valor já liberado nesse intervalo desde o início da série histórica, em 2016.
O montante supera com folga os R$ 634,5 milhões pagos no mesmo período do ano passado e também ultrapassa o recorde anterior, registrado em 2021, quando os desembolsos chegaram a cerca de R$ 770 milhões (valores corrigidos pela inflação)
A liberação recorde ocorre em ano eleitoral e sob a promessa do Planalto de acelerar a execução das emendas indicadas por deputados e senadores. A medida faz parte de um “esforço” para recompor a relação com o Congresso Nacional, após críticas, em 2024, sobre a baixa execução dos recursos do Legislativo, inclusive entre aliados da base governista.
O levantamento, feito pela Folha de S. Paulo, considera dados do painel Siga Brasil, da Consultoria de Orçamentos do Senado, e abrange pagamentos realizados entre 1º de janeiro e 6 de fevereiro, referentes a emendas de anos anteriores inscritas em restos a pagar.

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