Erga Omnes: David reage e diz que vai ‘arrebentar’
Coletiva de imprensa está agendada para esta segunda-feira (23) e a expectativa é que haja um pronunciamento sobre o assunto
O prefeito de Manaus, David Almeida (Avante), reagiu “com sangue nos olhos” à operação policial que prendeu sua ex-chefe de gabinete e relacionou a servidora ao crime organizado. A pessoas próximas, prometeu “arrebentar” nesta segunda-feira (23). A informação foi publicada pela coluna SIM&NÃO, do jornal A Crítica. “A operação é política”, afirmou ele a aliados.“Vou desqualificar todas as acusações. Não ficará pedra sobre pedra”.
A expectativa é que o prefeito conceda entrevista sobre o assunto durante a coletiva que o partido Avante convocou para esta segunda-feira. Segundo o comunicado, o encontro tem como objetivo mostrar “a verdade que o amazonas precisa saber!”.
É a primeira vez que ele irá falar após a Polícia Civil do Amazonas (PC-AM) desencadear a operação “Erga Omnes”. Até então, só havia uma nota da Prefeitura de Manaus que disse ser “inaceitável que setores da política tentem distorcer fatos para criar narrativas mentirosas e atingir a honra de quem tem trabalhado com responsabilidade pela cidade. A exploração oportunista de investigações que não envolvem a gestão municipal revela mais sobre os seus autores do que sobre os fatos”.
Operação Erga Omnes
A operação policial desarticulou nas primeiras horas da manhã da última sexta-feira (20) uma organização criminosa que era investigada por tráfico de drogas, lavagem de dinheiro, corrupção passiva e ativa e violação de sigilo funcional, com divisões em vários estados do país. Estimula-se que o grupo movimentou mais de R$70 milhões em um período de quatro anos.
A ação teve como um dos alvos a investigadora da Polícia Civil e integrante da Comissão de Licitação da Prefeitura de Manaus, Anabela Cardoso, que foi chefe de gabinete do prefeito David Almeida no período de 2017, quando estava como governador do estado. A investigação aponta que ela teria movimentado cerca de R$1,5 milhões em favor da facção.
Foram cumpridos 14 mandados de prisão, sendo oito deles no estado do Amazonas. Nove continuam foragidos, entre eles, Allan Kleber, apontado como líder do grupo.
Os investigados devem responder por organização criminosa, associação para o tráfico de drogas, corrupção ativa e passiva, violação de sigilo funcional, lavagem de dinheiro, ocultação de patrimônio e violação de sigilo funcional.

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