Sessão tem pancadaria após CPI aprovar quebra de sigilo do filho de Lula
Decisão permite acesso a extratos, movimentações financeiras, declarações de Imposto de Renda e contratos ligados ao investigado
A CPMI do INSS aprovou nesta quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026, a quebra dos sigilos bancário e fiscal de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Após a votação, a sessão teve agressões físicas e verbais, socos e empurra-empurra.
O requerimento foi apresentado pelo relator da comissão, deputado Alfredo Gaspar (União-AL), e permite aos parlamentares acessar extratos, movimentações financeiras, declarações de Imposto de Renda e contratos ligados ao investigado.
A medida foi justificada por suspeitas levantadas no âmbito da investigação sobre fraudes no INSS. Segundo o relator, mensagens interceptadas indicariam que um pagamento de R$ 300 mil atribuído ao “Careca do INSS” poderia ter como destinatário “o filho do rapaz”, referência que, segundo a comissão, pode apontar para Lulinha. A apuração busca esclarecer se houve relação entre esses repasses e o esquema investigado.
Em nota divulgada na véspera da votação, a defesa de Fábio Luís afirmou que ele não tem qualquer ligação com as fraudes apuradas pela CPMI, negando participação em desvios ou recebimento de recursos de origem criminosa.
Na mesma reunião, o colegiado também aprovou outros requerimentos, incluindo medidas voltadas ao Banco Master e novas convocações de investigados e testemunhas.

No Comment! Be the first one.