Bandidos encapuzados levam ‘Ambulancha’ do Samu, em Manaus
Veículo atende mais de 40 comunidades localizadas nos rios Negro e Amazonas, em áreas cujo acesso ocorre exclusivamente por via fluvial
Uma ambulância fluvial do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi levada por criminosos na noite de terça-feira (9), em Manaus, e deixou inoperante o atendimento de urgência às populações ribeirinhas do município. A informação foi divulgada pela Prefeitura de Manaus, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa).
A embarcação estava ancorada no porto de São Raimundo, na zona Oeste da capital, onde funciona a Base Fluvial do Samu. Segundo a Semsa, por volta das 22h, seis homens encapuzados invadiram o local e levaram a ambulância fluvial com todos os equipamentos de suporte à vida.
Socorristas que estavam de plantão na Base Fluvial relataram que os criminosos conduziram a ambulância até o meio do rio. No local, parte do grupo teria seguido em outra embarcação, que já aguardava os suspeitos. Em seguida, as duas embarcações tomaram direções opostas.
A Semsa informou que tomou as providências necessárias ainda na noite da ocorrência, incluindo o registro de Boletim de Ocorrência. Desde as primeiras horas desta quarta-feira (10), as autoridades policiais atuam na apuração do caso.
A Guarda Municipal de Manaus, vinculada à Secretaria Municipal de Segurança Pública e Defesa Social (Semseg), também presta apoio às ações relacionadas à ocorrência.
Em nota, a Prefeitura de Manaus condenou o crime e destacou que a ação atinge diretamente pessoas em situação de vulnerabilidade e urgência médica. “Neste caso, o crime afeta pessoas em situação crítica de saúde, em risco de morte, que dependem do socorro do Samu para receber atendimento médico”, afirmou o município.
Conhecida como “Ambulancha”, a unidade atende mais de 40 comunidades localizadas nos rios Negro e Amazonas, em áreas cujo acesso ocorre exclusivamente por via fluvial. A embarcação também é utilizada em localidades onde o deslocamento pelo rio é a forma mais rápida de garantir atendimento médico de urgência.
O serviço existe há 20 anos em Manaus e, de acordo com a Prefeitura de Manaus, nunca havia sido alvo de uma ação dessa natureza. O impacto imediato é considerado grave porque afeta diretamente pacientes em situação crítica, inclusive pessoas com risco de morte, que dependem do Samu para receber socorro.

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